Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista!

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado no Brasil, em 20 de novembro, foi escolhido em homenagem a Zumbi dos Palmares, líder negro que lutou contra o sistema escravagista que durou de 1550 até 1888. Foram 300 anos de muita injustiça com o povo negro, e que mesmo tendo alcançado a liberdade, através das lutas e organização, como pudemos observar no exemplo deixado pelo Quilombo dos Palmares ou na exemplar luta protagonizada na Revolta dos Malês, o povo preto foi deixado a própria sorte sem apoio para recomeçar suas vidas.


Este contexto que ainda assombra as pessoas negras e pardas. Prova disso são os números de inclusão ou da falta dela.


Segundo o IBGE, 56.7 % da população brasileira se autodeclaram negros e pardos, mas, os números mostram um cenário preocupante.


76% de pessoas na linha da pobreza são compostas por negros, assim como, há predominância de negros em bairros periféricos e no sistema prisional. No ambiente corporativo apenas 8% de negros ocupam cargos de liderança.


Isso significa incapacidade? De forma alguma. É apenas o retrato cruel de um racismo estrutural que se estabeleceu no país e traz graves consequências, como falta de acesso a educação de qualidade e oportunidades de trabalho criando um ciclo que se retroalimenta em favor do distanciamento social.


É preciso mudar este cenário e a melhor forma é o constante debate com toda a sociedade. Trazer a consciência o problema para promover a mudança.


Ter um dia dedicado à reflexão sobre a inclusão do negro na sociedade brasileira, fortalece a causa ao criar importantes espaços de debates sobre racismo, discriminação, igualdade social, além de valorizar acultura afro brasileira.


É preciso lutar, inibir atos discriminatórios, denunciar e punir exemplarmente os racistas, trazer aliados para os debates.


Como nos ensinou a escritora negra Angela Davis: "num país racista, não basta não ser racista, é preciso ser antirracista!"