O papel do RH na visão estratégica do negócio

Atualizado: Nov 16



Muito se fala em ser estratégico. Mas quando pensamos na atuação da área de RH, o que isso quer dizer? E como podemos trabalhar para contribuir para o alcance da estratégia do negócio?


Um RH estratégico precisa compreender profundamente o propósito da organização e conhecer bem os processos que conduzem o negócio na direção desse propósito. Tão importante quanto conhecer as dimensões clássicas de RH, é entender a empresa do ponto de vista dos clientes internos, responsáveis por conduzir a operação.Responsáveis por fazer o negócio acontecer.


Naturalmente, o RH estratégico deve reconhecer, também, que as pessoas estão na base da estratégia, sustentando a condução e a melhoria contínua dos processos e práticas. Sendo assim, o sucesso do planejamento e da execução da estratégia dependerá intimamente da capacidade de desenvolvimento das pessoas e de suas relações.


Nesse sentido, cabe ao RH o papel de influenciador de uma cultura em prol da promoção de um ambiente colaborativo, capaz de desenvolver e orientar talentos individuais na direção do objetivo estratégico comum. E para isso, é fundamental estimular e contar com o interesse genuíno das lideranças em desenvolver relações humanas e individuais de forma a promover o engajamento de suas equipes, considerando os objetivos individuais e os conectando ao propósito do negócio.

E não podemos nos esquecer da comunicação. Uma comunicação constante, clara e transparente favorece a compreensão e alimenta o sentimento de pertencimento e de justiça. É preciso que a estratégia da organização alcance a todos e que todos percebam seu papel relevante na construção e na execução dessa estratégia.

Considerando ainda a dinâmica do mundo e dos negócios, é fundamental cuidar da capacidade de adaptação da empresa. Agir estrategicamente significa também agir antecipadamente, a partir de um profundo conhecimento dos atributos do entorno, que têm influência sobre os resultados e que oferecem sinais – muitas vezes sutis – de uma mudança emergente.


Essa capacidade de adaptação também dependerá de uma cultura inovadora, capaz de conviver naturalmente com as incertezas, disposta a enfrentar riscos inerentes e aprender a partir das adversidades e dos erros.

E, por fim, ressalto a o papel primordial da diversidade, que é mais do que uma palavra bonita. É prática. A presença de olhares diversos dentro de uma mesma equipe é capaz de multiplicar percepções, análises e proposições. A diversidade no ambiente corporativo enriquece a compreensão da realidade e torna muito mais efetiva a geração de ideias para solução de problemas.


Pedro Nabuco - Superintendente de Pessoas, Projetos, Processos e Estratégia- Seguros Unimed